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Por que os recordes mundiais estão ficando cada vez mais difíceis de serem batidos, segundo a matemática

A quebra de recordes no esporte vem se tornando um fenômeno cada vez mais raro, e a explicação pode estar na matemática e na ciência do desempenho humano. Segundo especialistas, modalidades como salto em distância e natação já se aproximam de um ponto chamado “estado estacionário”, em que o desempenho médio dos atletas atinge o limite físico e as melhorias passam a depender de fatores externos, como vento, condições climáticas ou pequenos avanços tecnológicos.

A teoria mostra que, mesmo em sistemas estáveis, novos recordes ainda ocorrem — mas em intervalos cada vez mais longos. Isso significa que, após um período de progressos rápidos, a frequência de novas marcas tende a cair drasticamente. Essa tendência é descrita pela “série harmônica”, conceito matemático que explica por que os recordes ficam mais espaçados ao longo do tempo, mesmo com o avanço de técnicas, equipamentos e treinamentos.

Além disso, os cientistas observam que o aquecimento global e o clima extremo começam a interferir diretamente no rendimento esportivo. O calor recorde de 2024, por exemplo, afetou a performance de atletas no Campeonato Mundial de Atletismo em Tóquio. Ainda assim, nomes como o sueco Armand “Mondo” Duplantis, que bateu seu 14º recorde mundial no salto com vara, provam que a superação humana segue possível — mesmo quando a matemática diz que está cada vez mais difícil.

Com informações: Folha de São Paulo

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