Umidificadores podem reduzir a propagação de vírus no inverno, apontam estudos
Com a chegada do clima frio, aumenta o risco de transmissão de vírus respiratórios como o da gripe, o coronavírus e o VSR (Vírus Sincicial Respiratório). Um dos fatores é o ar seco, comum no inverno, que favorece a permanência de partículas virais no ambiente. Segundo especialistas, quando a umidade relativa do ar cai abaixo de 30%, as gotículas respiratórias evaporam mais rápido, permitindo que os vírus fiquem suspensos por mais tempo. Já em ambientes mais úmidos, as partículas tendem a cair, reduzindo a exposição. Por isso, manter a umidade entre 35% e 45% pode ajudar a diminuir o risco de infecções, especialmente em locais fechados e com pouca ventilação.
Pesquisas recentes indicam que a combinação de estratégias — como purificadores de ar com filtro Hepa, ventilação adequada e o uso de umidificadores — pode contribuir para reduzir a carga viral em ambientes internos. Um estudo com salas de aula mostrou que níveis de umidade acima de 40% estavam associados a menor exposição a vírus. Embora os resultados ainda não sejam conclusivos, especialistas como a pneumologista pediátrica Amy Brown e a professora Peggy S. Lai defendem que o controle da umidade é um fator de prevenção que tem sido subestimado.
Além da redução de vírus no ar, manter o ar úmido auxilia o próprio organismo. O ar seco resseca as mucosas nasais e prejudica a barreira natural que impede a entrada de germes. Contudo, o excesso de umidade também oferece riscos, como proliferação de mofo e ácaros, motivo pelo qual o equilíbrio é essencial. Para usar o umidificador com segurança, recomenda-se optar por modelos de névoa fria, usar água destilada e limpar o reservatório com frequência. O ideal é utilizá-lo apenas quando a umidade estiver abaixo de 30% e sempre monitorar o nível, mantendo-o entre 30% e 50%.
Com informações: Folha de São Paulo





