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Exame de sangue pode prever início do Alzheimer

Um estudo publicado na revista Nature Medicine aponta que um simples exame de sangue poderá, no futuro, funcionar como um “relógio” molecular capaz de prever não apenas o risco de desenvolver a doença de Alzheimer, mas também quando os sintomas podem surgir. A pesquisa identifica uma forma anormal da proteína tau, chamada p-tau217, que começa a se acumular no organismo anos antes das primeiras falhas de memória. Caso validado em estudos maiores, o teste poderá permitir intervenções mais precoces, fase em que os tratamentos tendem a ser mais eficazes.

O trabalho analisou dados de cerca de 600 idosos participantes de dois grandes estudos sobre Alzheimer. Os pesquisadores observaram que a proporção da proteína p-tau217 em relação à tau normal aumenta de forma consistente antes do aparecimento dos sintomas cognitivos. A partir dessas informações, foi desenvolvido um modelo capaz de estimar o surgimento dos sintomas com margem de erro de três a quatro anos. Especialistas ressaltam, no entanto, que o exame ainda não deve ser utilizado por pessoas cognitivamente saudáveis fora do contexto de pesquisa.

Atualmente, medicamentos como Lecanemab e Donanemab são os únicos aprovados que atuam na redução de placas associadas ao Alzheimer, mas oferecem benefícios modestos e apresentam riscos. Dois grandes ensaios clínicos investigam se o tratamento precoce pode ampliar a eficácia dessas terapias. Especialistas afirmam que, embora o avanço seja promissor, ainda são necessários estudos mais amplos e opções terapêuticas mais seguras antes que o exame possa ser incorporado à prática clínica.

Com informações: Nature

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