Vitamina C pode estar ligada à saúde do cérebro na velhice
Um estudo realizado com mais de 2 mil idosos encontrou uma associação entre níveis mais elevados de vitamina C no sangue e indicadores relacionados à saúde cerebral durante o envelhecimento. A pesquisa, publicada na revista científica PLOS One, avaliou 2.044 idosos no Japão e comparou as concentrações do nutriente no organismo com dados obtidos em exames, incluindo imagens de ressonância magnética. Os participantes com maiores níveis de vitamina C apresentaram sinais de maior integridade estrutural do cérebro e melhor funcionamento neuronal.
Conhecida também como ácido ascórbico, a vitamina C desempenha diversas funções no organismo e se destaca por sua ação antioxidante. No cérebro, onde há intensa atividade metabólica, essa característica pode contribuir para neutralizar radicais livres que, em excesso, favorecem danos às células. O nutriente também participa da produção de neurotransmissores, importantes para a comunicação entre os neurônios, e auxilia na manutenção dos vasos sanguíneos. Entre suas principais fontes alimentares estão acerola, laranja, caju, goiaba, morango, mamão, pimentão, couve, brócolis e tomate.
Apesar da associação encontrada, os pesquisadores ressaltam que o estudo não comprova que uma maior ingestão de vitamina C seja responsável por melhorar a saúde cerebral. Como a análise foi realizada em um único momento, não foi possível estabelecer uma relação de causa e efeito, nem concluir que o uso de suplementos produza os mesmos resultados. Especialistas reforçam que a melhor estratégia é manter uma alimentação variada e equilibrada, com frutas, verduras, hortaliças e outras fontes de antioxidantes, já que doses excessivas de vitamina C não necessariamente ampliam os benefícios e podem aumentar o risco de cálculo renal.
Com informações: Exame





