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Vacinação na gravidez protege mãe e bebê

A vacinação durante a gestação tem papel fundamental não apenas na proteção da mulher, mas também na saúde do bebê nos primeiros meses de vida. Ao receber determinados imunizantes durante o pré-natal, a gestante produz anticorpos que atravessam a placenta e chegam ao feto, oferecendo uma proteção temporária enquanto o sistema imunológico da criança ainda está em desenvolvimento. Após o nascimento, a amamentação também contribui para as defesas do recém-nascido por meio da transferência de anticorpos.

Entre as vacinas recomendadas às gestantes estão a dTpa, contra difteria, tétano e coqueluche, além dos imunizantes contra influenza, Covid-19 e vírus sincicial respiratório (VSR), uma das principais causas de bronquiolite em bebês. A vacina contra hepatite B também é indicada para mulheres que não foram imunizadas ou estão com o esquema incompleto. Os imunizantes estão disponíveis pelo SUS e ajudam a proteger o bebê justamente antes que ele possa receber algumas das vacinas do calendário infantil. A proteção contra a coqueluche merece atenção especial, já que a doença pode causar quadros graves em crianças pequenas.

Apesar dos benefícios, ampliar a cobertura vacinal entre gestantes ainda representa um desafio, principalmente diante da desinformação e do receio de possíveis efeitos adversos. Especialistas destacam que a orientação dos profissionais de saúde durante o pré-natal é decisiva para aumentar a adesão: quando há recomendação ativa do médico, a vacinação pode alcançar até 90% das gestantes. Por isso, a imunização deve ser discutida desde as primeiras consultas do pré-natal, permitindo organizar o calendário adequado e ampliar a proteção da mãe e do bebê.

Com informações: Notícias ao Minuto

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