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Quedas de crianças causam 33 mil internações por ano no Brasil

Quedas de crianças causam 33 mil internações por ano no Brasil

As quedas envolvendo crianças menores de dez anos provocaram, em média, 33 mil internações anuais em hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS), o equivalente a aproximadamente 2.750 casos por mês. Entre 2016 e 2025, foram registradas 330.788 hospitalizações, segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), com base em dados do Ministério da Saúde. Somente no primeiro semestre de 2026, outras 14.997 crianças precisaram de atendimento hospitalar com internação pelo mesmo motivo. As regiões Sudeste e Nordeste concentram a maior parte dos registros. Especialistas alertam que os números podem ser ainda maiores, já que não incluem atendimentos em hospitais particulares nem acidentes que não resultaram em internação.

De acordo com o levantamento, crianças de cinco a nove anos representam 58,6% das hospitalizações, faixa etária marcada por atividades como correr, brincar em parques e praticar esportes. Outros 33,3% dos casos envolvem crianças de um a quatro anos, enquanto 26.778 internações ocorreram entre bebês menores de um ano. A pediatra Adriana Rocha Brito, presidente do Departamento Científico de Segurança da SBP, explica que os acidentes podem provocar fraturas, traumatismos e lesões graves. A especialista destaca que mais de 90% dessas ocorrências podem ser prevenidas com medidas simples de segurança e supervisão adequada. A gravidade do problema também aparece nos dados de mortalidade: em dez anos, o Brasil registrou 1.202 mortes de crianças nessa faixa etária em decorrência de quedas.

Para reduzir os riscos, a Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda instalar telas de proteção em janelas e sacadas, evitar móveis próximos a locais elevados, manter pisos secos e supervisionar constantemente as brincadeiras. O uso de capacetes e equipamentos de proteção também é fundamental durante atividades com bicicletas, patinetes e skates. Para bebês, a orientação é nunca deixá-los sozinhos em camas, sofás ou trocadores, além de evitar o uso de andadores infantis, considerados perigosos e sem benefícios para o desenvolvimento motor. Em situações de quedas com impacto na cabeça, perda de consciência, suspeita de fratura ou ferimentos significativos, a criança deve receber avaliação médica imediata. A entidade reforça que a prevenção e a atenção dos responsáveis são essenciais para evitar acidentes e preservar a vida das crianças.

Com informações: Notícias ao Minuto

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