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Pesquisa mostra diferenças entre homens e mulheres na busca por soluções para dívidas

O alto nível de endividamento das famílias brasileiras tem levado cada vez mais pessoas a buscar informações para reorganizar a vida financeira. Dados do Banco Central apontam que, em 2026, o endividamento das famílias chegou a 49,9% da renda, enquanto o comprometimento com o pagamento de dívidas atingiu o maior patamar desde 2005. Nesse cenário, um levantamento da plataforma Pagou Fácil revelou que homens e mulheres adotam comportamentos diferentes ao procurar orientações sobre o tema.

A pesquisa, baseada em buscas realizadas no Google entre julho de 2025 e maio de 2026, mostra que as mulheres pesquisam com maior frequência sobre inadimplência, enquanto os homens demonstram mais interesse pelo endividamento. Segundo o estudo, as buscas pelo termo “endividamento” cresceram 83% no período analisado, enquanto as relacionadas à “inadimplência” aumentaram 22%. Especialistas atribuem essa diferença ao fato de que as mulheres, responsáveis pelas finanças de mais da metade dos lares brasileiros, costumam buscar soluções quando as contas já estão atrasadas, enquanto os homens tendem a procurar informações antes que a situação evolua para a inadimplência.

O levantamento também reforça a importância de diferenciar endividamento de inadimplência. Estar endividado significa possuir financiamentos, empréstimos ou parcelamentos em dia, enquanto a inadimplência ocorre quando os pagamentos deixam de ser realizados no vencimento. Para recuperar a saúde financeira, especialistas recomendam fazer um diagnóstico completo das receitas, despesas e dívidas, priorizar o pagamento de débitos com juros mais altos, cortar gastos não essenciais e negociar condições de pagamento compatíveis com a realidade financeira. Além de aliviar o orçamento, essas medidas contribuem para recuperar o crédito e reduzir o risco de novos problemas financeiros.

Com informações: Exame

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