Ovos processados batem recorde nas exportações
As exportações brasileiras de ovos processados atingiram cerca de 1,21 mil toneladas em julho de 2026, o maior volume já registrado para o mês desde o início da série histórica da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), em 1997. O resultado representa crescimento de 122% em relação a junho, quando aproximadamente 548 toneladas foram enviadas ao exterior. O segmento reúne produtos como ovo líquido, clara e gema pasteurizadas, versões congeladas ou desidratadas, além de outras apresentações destinadas principalmente às indústrias de alimentos, panificadoras e restaurantes.
Os chamados ovoprodutos passam por processos industriais que podem incluir quebra, separação da clara e da gema, filtragem, pasteurização, resfriamento, congelamento ou desidratação. A transformação permite que empresas adquiram ingredientes prontos e padronizados, reduzindo etapas de produção e facilitando armazenamento, dosagem e controle sanitário. Em julho, o Brasil exportou, considerando produtos in natura e processados, cerca de 2,68 mil toneladas de ovos, das quais aproximadamente 45% correspondiam aos processados, demonstrando o avanço da industrialização dentro da cadeia avícola nacional.
O desempenho ganha relevância após um 2025 de números históricos, quando o Brasil exportou 40,89 mil toneladas de ovos in natura e processados, movimentando US$ 97,24 milhões. Embora os embarques totais tenham perdido ritmo em 2026, a participação dos produtos industrializados vem crescendo e abre novas possibilidades para os produtores brasileiros. Com a produção nacional de ovos podendo avançar até 4,1% neste ano, segundo projeção da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a diversificação e a agregação de valor aparecem como alternativas para ampliar mercados e reduzir a dependência da comercialização tradicional de ovos com casca.
Com informações: Compre Rural





