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Novo cenário impulsiona canetas emagrecedoras no SUS

O Sistema Único de Saúde (SUS) ainda não oferece canetas emagrecedoras para o tratamento da obesidade, mas a possibilidade de incorporar esses medicamentos à rede pública nunca esteve tão próxima. O Ministério da Saúde acompanha a evolução dos tratamentos e avalia novas propostas, impulsionadas pela queda nos preços da semaglutida após o fim da patente. Atualmente, mais de 25% dos brasileiros adultos convivem com a obesidade, enquanto as opções disponíveis no SUS se restringem, principalmente, ao acompanhamento clínico e à cirurgia bariátrica.

Nos últimos meses, o cenário mudou com a chegada de medicamentos similares e genéricos ao mercado brasileiro, reduzindo significativamente o custo da semaglutida. O Ministério da Saúde iniciou um projeto-piloto em Porto Alegre (RS) para acompanhar pacientes com obesidade grave que aguardam cirurgia bariátrica e utilizam as canetas emagrecedoras. Os resultados do estudo deverão embasar futuras decisões sobre a viabilidade do tratamento na rede pública.

Especialistas avaliam que a redução dos preços pode favorecer a aprovação da terapia pelo SUS, embora, em um primeiro momento, o acesso deva ser restrito a pacientes com maior risco clínico. A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) analisa um novo pedido para inclusão da semaglutida no sistema, destinado inicialmente a pessoas com obesidade grave e histórico de doenças cardiovasculares. Médicos ressaltam, no entanto, que o tratamento da obesidade deve combinar medicação, acompanhamento nutricional, prática de atividades físicas e suporte multiprofissional para garantir melhores resultados.

Com informações: Folha de São Paulo

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