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Estudo identifica nova condição associada ao HTLV-1

Um estudo conduzido no Instituto Emílio Ribas, em São Paulo, aponta que cerca de 24% das pessoas com HTLV-1 consideradas assintomáticas podem apresentar manifestações inflamatórias e neurológicas relacionadas à infecção. A pesquisa acompanhou mais de 700 pacientes durante dez anos e propõe uma nova classificação clínica para indivíduos que não desenvolveram as doenças tradicionalmente ligadas ao vírus, mas apresentam sintomas capazes de comprometer a qualidade de vida.

Entre as manifestações observadas estão dores nas articulações, alterações neurológicas, problemas oculares, como uveíte, além de distúrbios geniturinários e dermatológicos. Os pesquisadores propõem chamar essa condição de distúrbio inflamatório múltiplo associado ao HTLV-1 (HAMID). Para a identificação do quadro, seriam considerados fatores como carga proviral elevada e sinais clínicos e neurológicos que ainda não atendem aos critérios da mielopatia associada ao HTLV-1 (HAM), doença que pode provocar paralisias e outros comprometimentos neurológicos.

O HTLV-1 é um retrovírus transmitido principalmente da mãe para o filho durante a amamentação, além de relações sexuais sem preservativo e compartilhamento de agulhas e seringas. Embora aproximadamente 90% dos infectados não desenvolvam as principais doenças associadas ao vírus, os pesquisadores destacam a importância de acompanhar também aqueles classificados como assintomáticos. A identificação precoce de manifestações inflamatórias pode contribuir para um monitoramento mais próximo, tratamento das complicações e melhor manejo clínico dos pacientes.

Com informações: Folha de São Paulo

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