Defensivos agrícolas entram em 2027 sob pressão de custos e crédito
O planejamento para a compra de defensivos agrícolas em 2027 começa marcado por incertezas relacionadas aos preços, à disponibilidade dos produtos e ao acesso ao financiamento. A combinação entre custos de energia, dificuldades na logística internacional e maior seletividade na concessão de crédito deve continuar influenciando as negociações do setor. No mercado externo, oscilações nos preços do petróleo e do gás natural podem afetar componentes utilizados na fabricação dos defensivos, enquanto na China, importante fornecedora de produtos genéricos ao Brasil, a queda dos preços observada ao longo de 2026 perdeu força nos últimos meses.
A logística é outro fator de atenção para o abastecimento brasileiro. Os custos do frete marítimo permanecem pressionados e congestionamentos em importantes rotas internacionais podem provocar atrasos nas entregas e dificultar a programação das importações. Entre janeiro e julho de 2026, o volume importado de diversos defensivos ficou abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior. Apesar de o movimento não indicar necessariamente risco de desabastecimento, o setor acompanha de perto a relação entre estoques, demanda e chegada de novos produtos ao país.
No mercado interno, juros elevados, margens mais apertadas em algumas atividades e critérios mais rigorosos para liberação de crédito também pesam sobre as decisões dos produtores. Mesmo com a ampliação dos recursos previstos no Plano Safra 2026/27, as condições para acessar o financiamento continuam sendo determinantes para a compra dos insumos. Para 2027, o comportamento dos custos de energia, dos fretes internacionais e do crédito deverá ser decisivo para definir preços de reposição, disponibilidade de defensivos e condições oferecidas nas negociações.
Com informações: Portal do Agronegócio





