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Fé e tradição marcam o Dia do Flamenguista

Celebrado em 28 de outubro, o Dia do Flamenguista representa muito mais do que a paixão pelo futebol. A data coincide com as homenagens a São Judas Tadeu, considerado pela Igreja Católica o santo das causas impossíveis e reconhecido como padroeiro do Flamengo. A ligação entre o clube carioca e o santo atravessa gerações, reunindo histórias de fé, conquistas e devoção. Desde 2007, a data integra oficialmente o calendário do município do Rio de Janeiro, por meio de uma lei que instituiu o Dia do Flamenguista, consolidando uma tradição profundamente ligada à identidade da torcida rubro-negra.

A origem dessa relação remonta à década de 1950, quando o Flamengo enfrentava um período sem conquistar o Campeonato Carioca desde 1944. Na época, o Padre Góes, da Igreja de São Judas Tadeu, no bairro Cosme Velho, aproximou os jogadores da devoção ao santo, promovendo missas e momentos de oração. A sequência de conquistas veio em 1953, 1954 e 1955, quando o clube alcançou um tricampeonato histórico, associado por muitos torcedores à proteção de São Judas Tadeu. Em dezembro de 1957, uma imagem do santo foi entronizada na sede do Flamengo, na Gávea, reforçando oficialmente esse vínculo religioso e cultural.

Entre os episódios mais marcantes dessa tradição está a final do Campeonato Carioca de 2001, contra o Vasco. Durante a transmissão, o narrador Washington Rodrigues, conhecido como Apolinho, anunciou a chegada simbólica de São Judas Tadeu pouco antes de Petkovic marcar o histórico gol de falta que garantiu o título rubro-negro. A frase se tornou inesquecível para os flamenguistas e ganhou homenagem nos muros da sede do clube. Atualmente, a devoção permanece presente nos vestiários, nas arquibancadas e nas orações de torcedores que frequentam a Igreja de São Judas Tadeu em momentos decisivos. Uma tradição que une futebol, fé e a paixão de milhões de rubro-negros pelo Brasil.

Com informações: Lance

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