Anvisa alerta para riscos da ashwagandha e reforça proibição no Brasil
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reforçou o alerta sobre os perigos do consumo de suplementos alimentares à base de ashwagandha, planta de origem asiática que ganhou popularidade nas redes sociais, especialmente no TikTok. Divulgada como alternativa para reduzir o estresse, promover o relaxamento e aliviar sintomas da perimenopausa, a substância não está autorizada para uso em suplementos alimentares no Brasil. Segundo a agência, sua fabricação, comercialização e distribuição para essa finalidade são proibidas, uma vez que o ingrediente não integra a lista de substâncias permitidas pela legislação brasileira.
A preocupação das autoridades sanitárias aumentou após a divulgação do caso de uma mulher britânica que apresentou falência hepática, paradas cardíacas e graves danos cerebrais após utilizar o produto. A Anvisa destacou que suplementos alimentares não devem ser associados a promessas de cura, prevenção ou tratamento de doenças. O órgão também esclareceu que esses produtos são destinados a complementar a alimentação em situações específicas e que seu consumo indiscriminado pode representar riscos, principalmente quando envolve ingredientes sem avaliação de segurança ou produtos fabricados de maneira irregular.
A agência orienta a população a buscar acompanhamento de profissionais de saúde antes de iniciar qualquer suplementação, mesmo quando os produtos são vendidos legalmente. O uso inadequado, as doses excessivas e o desconhecimento das contraindicações podem provocar consequências à saúde. A recomendação é verificar a regularidade dos suplementos, respeitar as orientações presentes nos rótulos e desconfiar de promessas de resultados rápidos divulgadas na internet. A Anvisa ressalta que nem todas as pessoas precisam de suplementação e que a decisão deve considerar as necessidades individuais e as condições de saúde.
Com informações: Agência Brasil





