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Golpe do QR Code falso preocupa consumidores

Uma modalidade de fraude conhecida como quishing tem chamado a atenção por utilizar QR Codes adulterados para desviar pagamentos e causar prejuízos financeiros aos consumidores. O golpe acontece quando criminosos substituem códigos legítimos por versões falsas, fazendo com que o dinheiro seja transferido diretamente para contas de golpistas. Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), a prática pode ocorrer em restaurantes, estacionamentos, feiras, lojas virtuais e até boletos impressos. Em estabelecimentos físicos, os fraudadores podem colocar adesivos com códigos falsificados sobre os originais, enquanto na internet utilizam páginas fraudulentas ou alteram informações de pagamento para enganar as vítimas.

A principal orientação da Febraban é conferir cuidadosamente os dados apresentados pelo aplicativo bancário antes de autorizar qualquer transação. O consumidor deve verificar se o nome do destinatário corresponde ao estabelecimento ou à empresa responsável pela cobrança, além de confirmar o valor solicitado. Também é importante observar possíveis sinais de adulteração nos códigos físicos e desconfiar de links recebidos por mensagens ou redes sociais. Caso alguma informação esteja incorreta, o pagamento não deve ser concluído. A instituição alerta que até mesmo boletos aparentemente legítimos podem conter QR Codes falsificados, exigindo atenção redobrada na hora de efetuar a operação.

Quem for vítima desse tipo de fraude deve procurar imediatamente o banco, contestar a transferência e registrar um boletim de ocorrência, preservando comprovantes e demais evidências do golpe. Nos pagamentos realizados por Pix, é possível solicitar o Mecanismo Especial de Devolução (MED), procedimento do Banco Central que permite analisar a recuperação dos valores em casos de fraude. A solicitação pode ser feita em até 80 dias após a transação, mas o ressarcimento não é garantido e depende da análise do caso e da disponibilidade de recursos nas contas envolvidas. Um levantamento de decisões judiciais em São Paulo, entre junho de 2025 e agosto de 2026, apontou que metade dos consumidores envolvidos em ações sobre golpes do falso boleto conseguiu recuperar total ou parcialmente os valores perdidos.

Com informações: Notícias ao Minuto

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