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Pão francês pode virar patrimônio cultural do Brasil

Presente diariamente na mesa de milhões de brasileiros, o tradicional pão francês poderá receber o título de patrimônio cultural imaterial do Brasil. A proposta foi apresentada ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) pela multinacional Bunge, em parceria com representantes do setor de panificação. A iniciativa faz parte da campanha “O pão que junta o Brasil”, que busca reconhecer não apenas o alimento, mas também as técnicas de produção, os conhecimentos e as tradições preservadas pelos padeiros ao longo de gerações.

Conhecido por diferentes nomes conforme a região, como pão de sal, carioquinha, careca e cacetinho, o pão francês está entre os alimentos mais consumidos do país. Estimativas apontam que os brasileiros consomem aproximadamente 47 bilhões de unidades por ano, o equivalente a 2,35 milhões de toneladas. Além de sua importância cultural e afetiva, o produto movimenta a economia nacional. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (Abip), o setor de panificação faturou R$ 164 bilhões no último ano e responde por cerca de 2,76 milhões de empregos diretos e indiretos.

O pedido de reconhecimento será analisado pelo Iphan, responsável por avaliar a inclusão de manifestações culturais no patrimônio imaterial brasileiro. A proposta pretende valorizar o trabalho dos profissionais da panificação e preservar uma tradição que atravessa gerações e faz parte da identidade alimentar do país. Para fortalecer a iniciativa, foi lançada uma petição pública, que permanecerá aberta até fevereiro de 2027. Caso seja aprovado, o reconhecimento poderá colocar o modo de fazer o pão francês ao lado de tradições como a produção do queijo artesanal mineiro e o ofício das baianas do acarajé.

Com informações: Folha de São Paulo

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