Estudo explica por que a memória muda com a idade
O envelhecimento pode não provocar apenas o esquecimento, mas também fazer com que o cérebro misture informações de experiências diferentes. Um estudo publicado na revista científica Cerebral Cortex indica que, com o avanço da idade, as lembranças tendem a perder precisão, fazendo com que detalhes de acontecimentos semelhantes sejam combinados durante o processo de recuperação da memória. Os pesquisadores identificaram que idosos apresentaram mais confusões desse tipo do que adultos jovens.
Para investigar o fenômeno, cientistas acompanharam adultos jovens, de meia-idade e idosos enquanto realizavam tarefas de associação entre rostos, objetos e cenários. A atividade cerebral dos participantes foi monitorada por ressonância magnética durante diferentes etapas relacionadas à formação, armazenamento e recuperação das lembranças. Os resultados apontaram alterações no funcionamento do hipocampo, região cerebral fundamental para a memória, e mostraram que participantes mais velhos tinham maior probabilidade de associar incorretamente um rosto a um objeto ou cenário diferente daquele apresentado inicialmente.
Os pesquisadores ainda procuram compreender por que determinados idosos conseguem recuperar informações corretamente e qual a participação de outras regiões cerebrais nesse processo. Novos estudos também avaliam estratégias que possam ajudar a preservar a memória ao longo do envelhecimento, incluindo atividade física, treinamento de atenção plena, estimulação cerebral e utilização de recursos tecnológicos como pistas para recordações. A expectativa é compreender melhor como fortalecer os mecanismos cerebrais responsáveis por manter lembranças mais precisas e consistentes.
Com informações: Folha de São Paulo





