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Canetas emagrecedoras transformam mercado de alimentos

A popularização das canetas emagrecedoras à base de medicamentos análogos de GLP-1 está provocando mudanças que vão além da perda de peso e já alcançam a indústria de alimentos. Como esses tratamentos reduzem o apetite e, consequentemente, a quantidade de comida ingerida, fabricantes passaram a investir em produtos capazes de oferecer mais nutrientes em porções menores. Proteínas, fibras, vitaminas e minerais ganham espaço nesse novo mercado, que busca atender consumidores que precisam manter uma alimentação nutricionalmente adequada mesmo com menor ingestão de alimentos.

Especialistas alertam que a redução do consumo alimentar durante o tratamento pode diminuir não apenas as calorias, mas também nutrientes essenciais. Embora a proteína seja importante para preservar a massa muscular durante o emagrecimento, uma alimentação equilibrada continua necessária para garantir carboidratos, gorduras, fibras, vitaminas e minerais. A ingestão insuficiente pode estar relacionada a problemas como fadiga, irritabilidade, dificuldade de raciocínio, cãibras e deficiências nutricionais. Por isso, médicos ressaltam que o uso das medicações deve estar associado a acompanhamento profissional, alimentação adequada, atividade física e educação nutricional.

Diante desse cenário, grandes fabricantes ampliam investimentos no segmento de nutrição e saúde e começam a olhar também para as fibras como uma nova oportunidade de mercado. A Nestlé, por exemplo, aumentou a produção de sua linha de suplementos e prevê investimentos de R$ 540 milhões entre 2025 e 2028 em sua fábrica de Araçatuba, em São Paulo. A expansão acompanha o crescimento do mercado de medicamentos GLP-1, mas especialistas destacam que o avanço desses tratamentos também dependerá de fatores como preço, capacidade de produção e distribuição das medicações e maior número de profissionais preparados para acompanhar pacientes com obesidade.

Com informações: Exame

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