Abstenção pode ter peso decisivo em eventual 2º turno
A participação dos eleitores que se abstiveram ou votaram em branco e nulo em 2022 pode ter papel relevante em uma eventual disputa de segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial de 2026. A 15 dias do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, levantamentos eleitorais apontam os dois candidatos entre os principais nomes da disputa.
Em entrevista ao programa Eleições em Pauta, da EXAME, o cientista político Rafael Cortez, sócio da Tendências Consultoria, avaliou que uma redução da abstenção poderia alterar a composição do eleitorado em um eventual segundo turno. Segundo o analista, Lula tende a concentrar o apoio de eleitores que aprovam o atual governo, enquanto Flávio Bolsonaro busca reunir votos da oposição e conquistar parte dos eleitores que não participaram da votação anterior. A avaliação sobre quem seria beneficiado por uma eventual queda na abstenção é uma análise de Cortez, e não uma conclusão dos levantamentos eleitorais.
Em 2022, mais de 32 milhões de eleitores não compareceram às urnas em cada uma das duas etapas da eleição presidencial, além dos votos brancos e nulos registrados. Para Cortez, o intervalo entre o primeiro e o segundo turno de 2026 poderá ser importante para a mobilização desse grupo e para a definição das estratégias das campanhas. As pesquisas, no entanto, representam retratos do momento em que são realizadas e apresentam resultados diferentes conforme instituto, metodologia, amostra e margem de erro. O eventual segundo turno das Eleições 2026 está previsto para 25 de outubro.
Com informações: Exame





