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Diabetes: nova diretriz inclui combate à obesidade

A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) atualizou as diretrizes para o tratamento clínico da doença no país, que atinge aproximadamente 16 milhões de brasileiros. A principal mudança envolve o diabetes tipo 2 e determina que a obesidade passe a ser tratada de forma conjunta, tanto em pacientes já diagnosticados quanto naqueles com risco elevado de desenvolver a doença, como os pré-diabéticos. Antes da atualização, a abordagem da obesidade durante o acompanhamento do diabetes era considerada opcional.

O diabetes tipo 2 representa cerca de 90% a 95% dos casos e está relacionado à resistência do organismo à ação da insulina, além de fatores como excesso de peso, sedentarismo, hipertensão, colesterol elevado e predisposição hereditária. Com as novas recomendações, o tratamento deixa de ter como foco apenas o controle da glicose e passa a considerar também o excesso de gordura corporal como fator determinante para a progressão da doença. Entre as possibilidades terapêuticas estão mudanças no estilo de vida e, quando houver indicação médica, medicamentos para controle do peso e da glicemia. A atualização ocorre em um cenário de crescimento da obesidade no Brasil, que aumentou 118% entre 2006 e 2024 nas capitais, segundo dados do Vigitel.

As novas diretrizes também trazem orientações específicas para mulheres com diabetes que pretendem engravidar. Para pacientes com hemoglobina glicada acima de 9%, a recomendação é evitar temporariamente a gestação e utilizar método contraceptivo até que haja melhor controle da glicemia, devido ao maior risco de complicações, como malformações cardíacas e prematuridade. A orientação é que a gravidez seja planejada após a redução da hemoglobina glicada para níveis considerados mais seguros. O exame indica a média da glicose no sangue nos últimos dois a três meses e é uma das principais ferramentas para acompanhar o controle do diabetes.

Com informações: Notícias ao Minuto

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