Jovens reconhecem excesso de tempo na internet
Jovens reconhecem excesso de tempo na internet
Uma pesquisa realizada com mais de 500 adolescentes de 13 a 18 anos revela uma relação de contrastes com o ambiente digital. Metade dos entrevistados admite passar mais tempo online do que gostaria, embora 63% afirmem sentir felicidade ao se conectar. O levantamento Adolescência Sem Filtro aponta ainda que 71% defendem a continuidade da internet, mas acreditam que ela precisa passar por mudanças, enquanto apenas 9% consideram que o ambiente virtual deveria deixar de existir.
As redes sociais aparecem como uma das principais formas de uso da internet entre os adolescentes, seguidas pelas conversas com amigos e familiares, jogos, estudos e vídeos. Apesar dos benefícios relacionados à diversão, informação, aprendizado e pertencimento, os jovens demonstram preocupação com os efeitos do uso excessivo: 41% dizem se sentir mais dependentes do celular e 39% acreditam ter perdido tempo de estudo por causa da internet. Para se proteger, 44% afirmam bloquear contas ou conteúdos considerados nocivos e 32% fazem pausas durante o dia. Além disso, 49% atribuem às plataformas responsabilidade pela construção de uma internet melhor e 43% defendem maior controle sobre elas.
O estudo, encomendado pelo Instituto Alana e realizado pela Agência Koga, também mostra que 69% dos adolescentes estão abertos a receber ajuda para lidar melhor com a dependência da internet. A pesquisa serviu ainda de base para a nona edição do Prêmio Criativos, que neste ano tem como tema “A internet é nossa” e incentiva crianças e adolescentes a desenvolver projetos para tornar o ambiente digital mais seguro, inclusivo e acolhedor. A iniciativa contempla propostas sobre temas como tempo de tela, cyberbullying, saúde mental, inteligência artificial, desinformação e educação digital, com premiações que, somadas, chegam a R$ 12 mil.
Com informações: Agência Brasil





