Brasil reforça controle para manter exportação de mel à Europa
O Brasil precisará comprovar oficialmente à União Europeia que não utiliza antibióticos para aumentar a produtividade das abelhas a fim de manter as exportações de mel ao bloco europeu. A exigência faz parte das novas regras sanitárias adotadas pelos europeus para produtos de origem animal e levou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) a criar um procedimento específico para orientar fiscais e emitir os certificados exigidos. As novas normas passam a valer em 3 de setembro.
De acordo com o Mapa, não há fundamento técnico para o uso de antibióticos como promotores de crescimento na apicultura brasileira. O ministério destaca que não existem medicamentos registrados no país para essa finalidade e que a produção de mel depende de fatores como condições climáticas, disponibilidade de flores, genética das abelhas e manejo das colmeias. A Associação Brasileira dos Exportadores de Mel (Abemel) considerou a exigência excessiva para a realidade nacional, mas apoiou a emissão de laudos que comprovem a ausência desses medicamentos na cadeia produtiva.
Embora os Estados Unidos continuem sendo o principal destino do mel brasileiro, a União Europeia é considerada um mercado estratégico por agregar valor ao produto e servir como referência sanitária para outros importadores. Em 2024, o Brasil produziu um recorde de 67,3 mil toneladas de mel, movimentando mais de R$ 1 bilhão. No ano seguinte, as exportações recuaram em volume, mas registraram aumento na receita, refletindo a valorização dos preços internacionais e reforçando a importância da manutenção do acesso aos mercados externos.
Com informações: Folha de São Paulo





