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Tesouro Reserva surge como novo concorrente da poupança no Brasil

A tradicional poupança passou a enfrentar um novo concorrente no mercado financeiro brasileiro: o Tesouro Reserva. Com aplicações a partir de R$ 1 e liquidez diária, o novo título público já movimentou mais de R$ 208 milhões nos dois primeiros dias de negociação, segundo dados do Tesouro Nacional. A modalidade acompanha a taxa Selic e surge como alternativa mais rentável para investidores, em um momento em que a poupança registra perda de atratividade e saída contínua de recursos.

Levantamento da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), em parceria com o Datafolha, aponta que a poupança caiu de 26% para 22% na preferência dos brasileiros entre 2022 e 2025. Atualmente, o rendimento da caderneta gira em torno de 6,17% ao ano mais a Taxa Referencial (TR), percentual inferior à Selic, hoje em 14,50%. Especialistas avaliam que o avanço de produtos mais rentáveis pode acelerar a migração de investidores para outras modalidades financeiras, embora a poupança ainda mantenha forte presença entre pequenos poupadores.

O cenário também acende alerta no mercado imobiliário, já que a poupança é uma das principais fontes de recursos para financiamentos habitacionais da classe média. Entidades do setor avaliam que a redução dos depósitos pode elevar os custos do crédito imobiliário, já que bancos precisariam buscar recursos em instrumentos mais caros do mercado de capitais. Apesar disso, representantes do setor afirmam que o impacto do Tesouro Reserva ainda deve ser limitado e que a expectativa é de crescimento do crédito imobiliário nos próximos anos, impulsionado pela possível queda da Selic e pelas medidas de liberação do compulsório anunciadas pelo governo federal.

Com informações: Exame

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