Novo estudo aponta que exame PSA pode salvar vidas
Uma nova revisão científica publicada pela Cochrane, organização internacional reconhecida por análises médicas de alta qualidade, trouxe uma mudança importante sobre o rastreamento do câncer de próstata. Após anos afirmando que o exame de PSA não reduzia mortes pela doença, o grupo concluiu agora que o teste “provavelmente reduz o risco de morte” por câncer de próstata. A análise reuniu dados de quase 800 mil pessoas e incluiu novos ensaios clínicos realizados na Europa, além de acompanhamentos mais longos de pesquisas anteriores.
O exame PSA mede no sangue uma proteína produzida pela próstata e, desde os anos 1980, é utilizado para ajudar na identificação precoce do câncer. Segundo a nova revisão, a cada mil homens submetidos ao rastreamento, cerca de 36 casos de câncer são detectados e duas vidas podem ser salvas. Os pesquisadores também afirmam que o exame não aumenta significativamente os riscos de efeitos graves causados por biópsias ou tratamentos. Ainda assim, especialistas alertam para a possibilidade de sobrediagnóstico, especialmente em homens idosos com tumores de crescimento lento.
O novo posicionamento da Cochrane pode impactar políticas públicas e recomendações médicas em vários países. Atualmente, não existe consenso global sobre o rastreamento de rotina com PSA, principalmente em pessoas sem sintomas. Enquanto alguns especialistas consideram o estudo um marco para a prevenção do câncer de próstata, outros defendem cautela na interpretação dos dados. A expectativa é que as novas evidências influenciem futuras diretrizes sobre prevenção e diagnóstico precoce da doença.
Com informações: Nature





