Justiça proíbe abate de jumentos na Bahia em meio a debate sobre mercado internacional
A Justiça determinou a suspensão do abate de jumento na Bahia, proibindo também a captura, comercialização e confinamento dos animais para esse fim. A decisão foi motivada por irregularidades no manejo e indícios de práticas consideradas cruéis, além da preocupação com o risco de extinção da espécie no Brasil. Especialistas alertam que a redução desordenada da população de jumentos pode comprometer não apenas o equilíbrio ambiental, mas também atividades rurais que ainda dependem desses animais.
Enquanto o Brasil endurece as regras, outros países mantêm cadeias produtivas estruturadas envolvendo o animal. Em locais como China, países da Europa, África e o México, o uso econômico do jumento inclui carne, couro e leite. Na Argentina, por exemplo, a proteína ganhou espaço recente na gastronomia, sendo incorporada a churrascos, linguiças e empanadas. Um evento de degustação realizado na cidade de Trelew, na Patagônia, chamou atenção ao esgotar rapidamente os pratos preparados com a carne.
Apesar da expansão em outros mercados, o cenário brasileiro é considerado limitado e dependente do comércio externo, especialmente da exportação de couro para a China. Especialistas apontam que a atividade apresenta baixa relevância econômica no agronegócio nacional e enfrenta problemas estruturais, como abate irregular, riscos sanitários e perda de variabilidade genética. A decisão judicial, nesse contexto, busca conter impactos negativos e reforça o debate sobre sustentabilidade, bem-estar animal e viabilidade econômica do setor no país.
Com informações: A Tarde





