Pará amplia produção e fortalece mercado da pimenta-do-reino
Um estudo divulgado pela Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) aponta que a cadeia produtiva da pimenta-do-reino segue em expansão no Brasil, com destaque para o desempenho do Pará. Entre 1988 e 2024, a produção nacional mais que dobrou, passando de 59,4 mil para 124,9 mil toneladas, um crescimento de 110,3%. O Pará consolidou-se como o segundo maior produtor do país, com 41,6 mil toneladas e participação de 33,3% da produção nacional, sendo o único entre os cinco principais estados produtores a registrar crescimento entre 2023 e 2024.
Além do aumento na produção, o estudo destaca a valorização econômica da cultura. O valor da produção brasileira de pimenta-do-reino saltou de R$ 403,7 milhões, em 1994, para aproximadamente R$ 3,6 bilhões em 2024, avanço de 810,2%. Somente no último ano, o crescimento foi de 107,4%, impulsionado pela alta dos preços internacionais, pela redução da oferta em razão de fatores climáticos e pela manutenção da forte demanda mundial. No Pará, municípios como Tomé-Açu, Igarapé-Açu e Baião figuram entre os dez maiores produtores do Brasil, com Baião registrando o maior crescimento percentual da produção no período.
O mercado externo também continua aquecido para a commodity agrícola. Em 2025, a pimenta-do-reino exportada pelo Pará alcançou preço médio de US$ 6,7 por quilo, acima da média nacional de US$ 6,1. A Europa permaneceu como o principal destino das exportações paraenses, respondendo por 40,6% do volume embarcado, com destaque para Alemanha e Países Baixos. O continente africano também ganhou relevância, apresentando crescimento de 37,8% nas compras, reforçando novas oportunidades para a expansão das exportações brasileiras.
Com informações: Canal Rural






