Saúde mental custa US$ 5 tri por ano à economia global, aponta estudo
Um estudo conduzido pela Sodexo em parceria com a Social Impact Partners e a Global Brain Health Initiative revela que condições de saúde mental e distúrbios cerebrais custam atualmente US$ 5 trilhões por ano à economia global. As projeções indicam que esse valor pode ultrapassar US$ 16 trilhões até 2030, com o ambiente corporativo desempenhando papel central na mitigação desses prejuízos. No Brasil, a atualização da NR-1, em vigor desde maio de 2026, amplia a responsabilidade das empresas sobre riscos psicossociais e impulsiona ações preventivas.
Prejuízos à produtividade global
O levantamento quantifica perdas causadas por depressão, ansiedade e desengajamento no trabalho, considerando o tempo que as pessoas dedicam às atividades profissionais. Esses fatores geram impactos diretos na eficiência das equipes e nos resultados das organizações em todo o mundo. A análise reforça a necessidade de intervenções estruturadas para reduzir os custos crescentes associados a esses transtornos.
Responsabilidade corporativa após a NR-1
Com a vigência da norma atualizada, as empresas brasileiras passam a incorporar o cuidado com a saúde mental à cultura organizacional de forma mais sistemática. Ana Menegotto, vice-presidente de pessoas, comunicação e ESG da Sodexo Brasil, enfatiza que a organização do trabalho, as relações de liderança e os períodos de descanso influenciam diretamente o bem-estar dos colaboradores.
A forma como o trabalho é organizado, como as lideranças se relacionam e como as pessoas descansam e convivem influenciam diretamente na saúde mental. O cuidado precisa estar incorporado ao dia a dia.
Ana Menegotto
Essa abordagem permite que as organizações adotem medidas práticas para proteger a saúde mental dos trabalhadores e, ao mesmo tempo, minimizar perdas econômicas futuras.




