Jovens veem IA como aliada nos relacionamentos
Uma pesquisa internacional com quase 10 mil pessoas revelou que os jovens adultos são os mais otimistas em relação ao uso da inteligência artificial em relacionamentos afetivos. Segundo o levantamento, cerca de metade dos entrevistados entre 18 e 34 anos acredita que companheiros virtuais baseados em IA poderão contribuir para a felicidade humana na próxima década. O estudo foi realizado em países da América, Europa e Ásia, destacando mudanças na forma como as novas gerações enxergam a tecnologia e a vida afetiva.
Os resultados mostram diferenças significativas entre faixas etárias e regiões do mundo. Enquanto os jovens demonstram maior abertura para interações emocionais e até românticas mediadas por inteligência artificial, pessoas acima dos 55 anos se mostram mais resistentes à ideia. A pesquisa também identificou uma divisão geográfica marcante: países asiáticos apresentaram índices mais elevados de aceitação da chamada “intimidade sintética”, enquanto nações ocidentais demonstraram maior preocupação com possíveis impactos nas relações humanas tradicionais.
O avanço dos chatbots e de tecnologias voltadas para interação emocional tem despertado debates sobre os efeitos psicológicos e sociais desse fenômeno. Especialistas acompanham de perto o tema, especialmente após casos envolvendo pessoas vulneráveis e o uso excessivo dessas ferramentas. Apesar do interesse crescente, a maioria dos entrevistados ainda afirma não considerar o uso de bonecas ou robôs com inteligência artificial para fins afetivos, indicando que a tecnologia avança, mas ainda encontra barreiras culturais e sociais importantes.
Com informações: Folha de São Paulo





