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Aneel aprova reajustes na conta de luz, mas Goiás fica fora do aumento

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou reajustes tarifários para oito distribuidoras de energia elétrica em diferentes regiões do país. Os aumentos médios variam entre 5% e 15%, impactando mais de 22 milhões de unidades consumidoras. Segundo a agência, os principais fatores que pressionaram as tarifas foram os custos com encargos setoriais, além das despesas com compra e transmissão de energia.

Entre as concessionárias, a CPFL Santa Cruz registrou o maior reajuste, com alta média de 15,12%. Outras empresas também tiveram aumentos relevantes, como a CPFL Paulista e a Energisa Mato Grosso do Sul, ambas com índices acima de 12%. Já distribuidoras como Enel Ceará e Coelba tiveram reajustes mais moderados, próximos de 6%. Em alguns casos, como o da Neoenergia Cosern, o aumento foi suavizado pelo diferimento tarifário, mecanismo que permite adiar parte dos custos para ciclos futuros.

A conta de luz segue como um dos principais desafios econômicos no país. Projeções da Aneel indicam alta média de cerca de 8% neste ano, acima da inflação. Medidas para conter os aumentos chegaram a ser discutidas pelo governo federal, incluindo a possibilidade de crédito para diluir os impactos, mas a proposta não avançou devido a divergências internas. A tendência é que os reajustes continuem refletindo os custos do setor e afetando diretamente o orçamento das famílias brasileiras.

Com informações: G1

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