Inteligência artificial avança na tentativa de decifrar a comunicação dos animais
A possibilidade de entender a linguagem dos animais, antes restrita à ficção, começa a ganhar espaço na ciência com o apoio da inteligência artificial. Em 2025, o Desafio Coller Dolittle premiou uma equipe que identificou padrões em assobios de golfinhos semelhantes a palavras humanas, abrindo novas perspectivas para a comunicação entre espécies e ampliando o interesse por pesquisas nessa área.
Com o avanço da tecnologia, cientistas conseguem captar sons antes imperceptíveis ao ouvido humano, como os ultrassons emitidos por morcegos e os infrassons utilizados por elefantes para se comunicar a longas distâncias. Esses dados, combinados com algoritmos de IA, permitem analisar padrões vocais em tempo real, ajudando a compreender comportamentos, emoções e até prever situações de risco, como invasões de áreas urbanas por animais.
Apesar dos avanços, especialistas destacam que ainda há limites importantes. A comunicação animal segue lógicas diferentes da linguagem humana, o que torna improvável uma “tradução” direta. Ainda assim, iniciativas como a Iniciativa de Tradução dos Cetáceos apontam que estamos em um momento promissor, em que a tecnologia pode, ao menos, permitir ouvir e interpretar melhor os animais, contribuindo para a preservação das espécies e o equilíbrio ambiental.
Com informações: Folha de São Paulo





