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Casos e mortes por escorpiões disparam no Brasil e acendem alerta de saúde pública

O Brasil vive um cenário de alerta com o aumento expressivo de acidentes envolvendo animais peçonhentos, especialmente escorpiões. Dados do Ministério da Saúde apontam que o país registrou 225.695 casos de picadas por escorpiões em 2025, representando mais de 65% das ocorrências desse tipo. O número de mortes chegou a 265 — o dobro em relação ao ano anterior —, com destaque para a vulnerabilidade infantil, já que mais de 20% dos óbitos ocorreram entre crianças menores de 10 anos.

Os dados evidenciam também desigualdades sociais no impacto dos acidentes. Pessoas que se autodeclaram pardas concentram 55% dos casos e 62% das mortes. Informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística indicam que grande parte dessa população vive em áreas com infraestrutura precária, fator que contribui diretamente para a proliferação dos escorpiões. A ausência de saneamento básico, acúmulo de lixo e presença de esgoto favorecem o surgimento de baratas, principal alimento do aracnídeo. O escorpião-amarelo (Tityus serrulatus), altamente adaptável e capaz de se reproduzir sem acasalamento, é responsável pela maioria dos casos graves.

A maior concentração de acidentes ocorre nas regiões Sudeste e Nordeste, que somam mais de 83% das notificações, com destaque para São Paulo e Minas Gerais em números absolutos. Já Alagoas apresenta o maior índice proporcional de incidência. As picadas acontecem principalmente durante atividades domésticas, atingindo mãos, dedos, pés e pernas, o que reforça a importância do uso de proteção, como luvas e calçados fechados.

Em caso de picada, a orientação é procurar atendimento médico imediato, mesmo que os sintomas pareçam leves. O tempo de resposta é decisivo para reduzir o risco de complicações. Recomenda-se lavar o local com água e sabão e evitar práticas como torniquete, uso de substâncias ou gelo. Em quadros moderados ou graves, o tratamento pode incluir soro antiescorpiônico, disponibilizado gratuitamente pelo SUS e produzido pelo Instituto Butantan.

Com informações: Compre Rural

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