Notícias

Doença falsa expõe riscos da IA na saúde

Uma pesquisa conduzida pela cientista Almira Osmanovic Thunström, da Universidade de Gotemburgo, revelou como sistemas de inteligência artificial podem reproduzir desinformação médica. A equipe criou uma condição fictícia chamada “bixonimania” e publicou estudos falsos em plataformas acadêmicas. Em pouco tempo, chatbots passaram a tratar a doença inexistente como real, evidenciando falhas na forma como esses sistemas absorvem e replicam conteúdos disponíveis na internet.

O experimento mostrou que, mesmo com sinais claros de que os estudos eram falsos, a informação foi incorporada por ferramentas de IA e chegou a ser citada em artigos científicos. A proposta era testar a confiabilidade dos modelos de linguagem, mas o resultado acendeu um alerta sobre o uso dessas tecnologias em áreas sensíveis como a saúde. Especialistas destacam que conteúdos com aparência científica aumentam a chance de erros serem aceitos como verdade, ampliando o risco de disseminação de informações incorretas.

O caso reforça a necessidade de cautela no uso da inteligência artificial para orientações médicas. Pesquisadores alertam que, sem mecanismos rigorosos de verificação, sistemas podem amplificar conteúdos falsos e comprometer decisões importantes. O episódio também levanta discussões sobre ética, regulação e responsabilidade no desenvolvimento de tecnologias que impactam diretamente a saúde e a confiança pública.

Com informações: Nature

Artigos Relacionados

Botão Voltar ao Topo