Envelhecimento pressiona sistema de cuidados
O Brasil atravessa uma transformação demográfica marcada pelo aumento da longevidade e pela queda da natalidade, o que amplia a demanda por serviços de cuidado de longa duração. Nesse cenário, as Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) ganham relevância como alternativa de assistência. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, essas instituições devem garantir dignidade, autonomia e cidadania às pessoas com 60 anos ou mais, conforme previsto na RDC nº 502/2021.
Apesar da importância, a oferta ainda é limitada. O país conta com cerca de 6,2 mil ILPIs, atendendo aproximadamente 160 mil idosos — apenas 0,5% da população acima de 60 anos. A maioria das instituições é filantrópica, o que evidencia desafios de financiamento e desigualdade regional, conforme dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Já no setor privado, os custos elevados — que variam entre R$ 6,5 mil e R$ 14 mil mensais — refletem exigências regulatórias e impactam o acesso.
Com projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística indicando mais de 75 milhões de idosos até 2070, especialistas apontam a necessidade de ampliar e qualificar a rede de cuidados. O debate envolve integração entre família, comunidade e instituições, além de novos modelos de moradia e atenção ao envelhecimento. A discussão também inclui sustentabilidade financeira e políticas públicas capazes de garantir qualidade de vida à população idosa.
Com informações: Terra Notícias





