Furto de vírus em laboratório da Unicamp é investigado
Ao menos 24 cepas de vírus foram retiradas de um laboratório da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e transportadas entre diferentes unidades, segundo informações divulgadas neste domingo. Entre os materiais estão agentes ligados à dengue, zika, chikungunya, herpes, Epstein-Barr e coronavírus humano, além de outros menos conhecidos e vírus que infectam animais. O caso levanta preocupação devido ao risco sanitário e ao manuseio fora dos protocolos de biossegurança.
A principal suspeita é a professora e pesquisadora argentina Soledad Palameta Miller, presa pela Polícia Federal no último dia 23. Ela foi liberada provisoriamente pela Justiça Federal, com medidas restritivas, como a proibição de acessar laboratórios relacionados à investigação e de deixar o país sem autorização. A investigação apura possível atuação irregular envolvendo organismos geneticamente modificados, em desacordo com normas da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança.
O desaparecimento das amostras foi identificado em fevereiro, em uma área de alta contenção biológica (NB-3). Parte do material foi localizada em diferentes laboratórios, armazenada de forma inadequada e até descartada após manipulação, o que pode ter exposto terceiros a riscos. A Polícia Federal também investiga o possível envolvimento de outras pessoas. Os suspeitos podem responder por furto qualificado, fraude processual e transporte irregular de material biológico, enquanto a Unicamp conduz apuração interna e afirma colaborar com as autoridades.
Com informações: Notícias ao Minuto





