Ultraprocessados afetam fertilidade e gestação
Um estudo publicado na revista Human Reproduction aponta que o consumo de alimentos ultraprocessados pode impactar negativamente a fertilidade masculina e o desenvolvimento inicial da gestação. A pesquisa indica que, entre os homens, esse tipo de dieta está associado à redução da fecundabilidade —probabilidade de gravidez em um mês— e ao aumento do risco de subfertilidade, mesmo após considerar fatores como estilo de vida e alimentação da parceira.
Entre as mulheres, os dados não mostraram impacto consistente na chance de engravidar, mas revelaram relação entre o consumo de ultraprocessados e alterações no desenvolvimento embrionário. O estudo identificou menor crescimento do embrião nas primeiras semanas e redução no volume do saco vitelino, estrutura essencial para a nutrição inicial do feto, embora os efeitos diminuam ao longo da gestação.
Especialistas destacam que, enquanto nos homens os impactos estão ligados à qualidade do esperma, nas mulheres os alimentos podem influenciar o ambiente intrauterino. Apesar de o estudo não comprovar causa e efeito, médicos recomendam reduzir o consumo desses produtos e priorizar uma alimentação equilibrada, próxima ao padrão mediterrâneo, como forma de favorecer a fertilidade e a saúde gestacional.
Com informações: Folha de São Paulo





