Força feminina ganha velocidade no automobilismo
Um novo grupo de jovens mulheres vem ganhando espaço no automobilismo mundial e desafiando um cenário historicamente dominado por homens. Entre elas está a britânica Rachel Robertson, de 18 anos, que disputa a F1 Academy, categoria criada para impulsionar a presença feminina nas pistas. O campeonato funciona como uma etapa de formação, oferecendo apoio técnico, financeiro e mais tempo de treino — fatores que, por décadas, foram restritos aos homens no esporte.
Apesar do avanço, o caminho ainda é marcado por desafios. Pilotas como Robertson e a holandesa Esmee Kosterman relatam episódios de preconceito desde o início da carreira, especialmente no kart, onde muitos meninos ainda não veem mulheres como competidoras à altura. Além das barreiras culturais, o alto custo do esporte também dificulta o acesso, já que os investimentos iniciais podem ultrapassar dezenas de milhares de reais, tornando o patrocínio um fator decisivo para a continuidade na carreira.
Criada em 2023, a F1 Academy surge como uma tentativa concreta de mudar esse cenário e ampliar a presença feminina nas categorias de elite. Atualmente, apenas cerca de 10% dos pilotos são mulheres, e nenhuma compete na Fórmula 1 desde a década de 1970. Com calendário próprio e apoio das equipes da principal categoria do automobilismo, a iniciativa busca revelar talentos e abrir caminho para que novas gerações de pilotas alcancem o topo do esporte.
Com informações: BBC News Brasil





