Denúncias por complicações em procedimentos estéticos disparam no Brasil
O número de denúncias relacionadas a complicações em procedimentos estéticos tem crescido de forma significativa no Brasil, acompanhando a expansão de um mercado estimado em cerca de R$ 40 bilhões por ano. Dados do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) mostram que as sindicâncias envolvendo médicos passaram de 2.830 em 2023 para 4.002 em 2025, um aumento de aproximadamente 41% em dois anos.
O crescimento das queixas também envolve procedimentos realizados por profissionais não médicos. Desde 2024, o Cremesp passou a registrar denúncias de pacientes que sofreram danos após intervenções invasivas feitas por dentistas, biomédicos, fisioterapeutas e outros profissionais. No primeiro ano foram registradas 248 denúncias e, em 2025, o número chegou a 472, resultando em 44 ações judiciais. A maioria dos casos envolve preenchimentos faciais e aplicações de substâncias para modelagem corporal.
Especialistas apontam que a banalização dos procedimentos estéticos, impulsionada pelas redes sociais e pela percepção de que se trata de um mercado lucrativo, tem contribuído para o aumento dos casos. Entre as complicações mais frequentes estão infecções, necroses, deformidades permanentes e problemas sistêmicos graves. Entidades médicas defendem maior fiscalização e reforçam que intervenções invasivas devem ser realizadas por profissionais qualificados para garantir a segurança dos pacientes.
Com informações: Folha de São Paulo





