Torcedores enfrentam barreiras para Copa de 2026
Torcedores de Senegal, Costa do Marfim e Haiti vivem a expectativa de apoiar suas seleções na Copa do Mundo FIFA de 2026, mas enfrentam incertezas para obter visto de entrada nos Estados Unidos, uma das sedes do torneio. O governo do ex-presidente Donald Trump adotou medidas mais rígidas na política migratória, incluindo o congelamento temporário do processamento de vistos para dezenas de países. Embora a Casa Branca afirme que vistos de turista não foram suspensos para o evento, líderes de torcidas relatam preocupação com possíveis entraves burocráticos.
Para tentar agilizar o processo, o governo norte-americano criou um “passe da Fifa” para portadores de ingressos, mas a autorização não substitui o visto oficial. A exigência de reservas de voo e comprovação financeira também pesa no bolso dos torcedores africanos. No Senegal e na Costa do Marfim, governos organizam caravanas oficiais, centralizando pedidos junto às embaixadas e oferecendo suporte logístico. Ainda assim, dirigentes temem que o reforço na fiscalização, incluindo a atuação do serviço de imigração nos estádios, comprometa o clima festivo da competição.
O Haiti, que disputará a fase de grupos em território americano, também enfrenta desafios após a suspensão da emissão de vistos em 2025. Parte da esperança de apoio vem da diáspora haitiana que vive nos Estados Unidos. Enquanto isso, Canadá e México, que também sediam partidas, surgem como alternativas menos restritivas para parte dos torcedores. Em meio a obstáculos diplomáticos e exigências legais, o sonho de viver a Copa do Mundo de perto segue mobilizando milhares de fãs ao redor do planeta.
Com informações: Folha de São Paulo





