Fibromialgia ganha novas diretrizes e reforço no SUS
A fibromialgia, síndrome que atinge entre 2,5% e 5% da população brasileira, passa a ter maior visibilidade com a adoção de novas diretrizes anunciadas pelo Governo Federal. As medidas ampliam o reconhecimento da doença e estruturam o atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com foco em diagnóstico clínico qualificado e tratamento multidisciplinar. Em janeiro, a Lei 15.176/2025 reconheceu a fibromialgia como deficiência, garantindo acesso a direitos como cotas em concursos, benefícios previdenciários e isenções tributárias, mediante avaliação pericial.
Caracterizada por dor generalizada e persistente, sem relação com inflamações ou lesões, a síndrome também pode provocar fadiga intensa, distúrbios do sono, alterações cognitivas e sensibilidade aumentada a estímulos. De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia, José Eduardo Martinez, o diagnóstico é clínico, baseado no relato do paciente e na avaliação médica criteriosa, já que não existem exames específicos para identificar a doença. Estudos indicam que mais de 80% dos casos ocorrem em mulheres, principalmente entre 30 e 50 anos, e as causas ainda estão em investigação, com hipóteses hormonais e genéticas.
O novo planejamento do Ministério da Saúde prevê capacitação de profissionais e oferta de tratamento estruturado no SUS, incluindo fisioterapia, apoio psicológico e terapia ocupacional. Especialistas destacam que práticas não medicamentosas, como atividade física regular, são fundamentais para melhorar a qualidade de vida. O acompanhamento integrado entre reumatologistas, psicólogos e psiquiatras também é apontado como essencial, especialmente nos casos em que a doença está associada a ansiedade ou depressão.
Com informações: Agência Brasil




