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Entidades científicas alertam para riscos no uso da polilaminina

Em meio às controvérsias envolvendo a polilaminina, proteína desenvolvida para estimular a regeneração de lesões medulares, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e a Academia Brasileira de Ciências publicaram editorial conjunto defendendo rigor técnico e cautela. As entidades alertam para o risco de confundir pesquisa experimental com aplicação clínica consolidada, ressaltando que a substância ainda está em fase de testes de segurança na Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Segundo o documento, discussões sobre evidências devem ocorrer em fóruns científicos apropriados, com revisão por pares e transparência.

A repercussão pública levou pacientes a recorrerem à Justiça para obter a substância fora dos protocolos oficiais. Três pessoas que receberam aplicações por decisão judicial morreram recentemente, embora o laboratório Cristália informe que não há relação entre os óbitos e a proteína. Para as entidades, terapias avançadas exigem validação rigorosa, avaliação clínica prolongada e regulação sanitária adequada, sendo incompatíveis com soluções imediatas ou expectativas antecipadas.

O editorial também aponta desafios estruturais do país, como dificuldades no patenteamento internacional e fragilidades na comunicação científica. Para as instituições, o caso deve ser analisado como um teste do sistema nacional de ciência e inovação, reforçando a necessidade de responsabilidade institucional, transparência e políticas públicas voltadas ao fortalecimento da pesquisa científica.

Com informações: Folha de São Paulo

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