Energéticos preocupam especialistas pelos riscos à saúde
O consumo de bebidas energéticas cresce entre os americanos, especialmente entre jovens que buscam mais disposição para estudar ou treinar. Dados apontam que cerca de dois terços dos adolescentes consomem o produto ocasionalmente, e a maioria dos adultos que ingere um energético por dia tem menos de 35 anos. Com doses que variam entre 100 e 300 miligramas de cafeína por porção — muitas vezes superiores a uma xícara de café — essas bebidas prometem foco e resistência, mas especialistas alertam que os efeitos positivos estão ligados quase exclusivamente à cafeína, e não aos demais ingredientes adicionados.
Segundo pesquisadores de universidades norte-americanas e da Mayo Clinic, os energéticos podem conter extratos vegetais como guaraná, erva-mate, chá verde, ginseng e ginkgo biloba, além de aminoácidos como taurina e L-teanina. Alguns desses compostos podem potencializar os efeitos da cafeína e provocar palpitações, aumento da pressão arterial e até arritmias. Outro ponto de atenção é a presença elevada de vitaminas do complexo B, que, em excesso e a longo prazo, podem causar danos ao fígado e alterações neurológicas. A rotulagem também varia: produtos vendidos como suplementos nem sempre informam claramente as quantidades dos ingredientes.
O açúcar é outro fator crítico. Algumas latas chegam a conter até 60 gramas por porção, elevando o risco de obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares. Especialistas afirmam que o consumo ocasional pode ser tolerado por adultos saudáveis, mas recomendam cautela, principalmente para pessoas com problemas cardíacos, adolescentes e gestantes. A orientação é evitar a combinação com álcool, optar por versões com menos açúcar e, sempre que possível, substituir os energéticos por café ou chá, que oferecem estímulo com menos riscos associados.
Com informações: Folha de São Paulo





