Supersafra pressiona frete em 2026
O Brasil caminha para um novo recorde na produção de grãos na safra 2025/26, com estimativa de 353 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento. Apesar da supersafra, o volume elevado deve voltar a pressionar a logística nacional e encarecer o transporte rodoviário ao longo de 2026. A expectativa é de que o aumento na movimentação de cargas, aliado ao maior rigor regulatório, impacte diretamente os custos do setor.
Projeções da Frete.com apontam alta de 17,1% no frete da soja, 8,8% no milho e 19,1% no transporte de fertilizantes. Um dos principais fatores é a fiscalização eletrônica da Agência Nacional de Transportes Terrestres, que passou a cruzar automaticamente os valores pagos com os pisos mínimos obrigatórios. Desde outubro, o monitoramento ficou mais rígido, reduzindo a margem para negociações abaixo da tabela. Além disso, a ANTT reajustou os pisos mínimos em 2025, com aumentos entre 0,82% e 3,55%, considerando diesel e inflação.
Dados do Índice Frete.com de Preços indicam que o valor médio do frete rodoviário fechou o quarto trimestre de 2025 em R$ 0,422 por tonelada/quilômetro, alta de 19% em relação ao mesmo período de 2024. Especialistas destacam que o frete deixou de acompanhar apenas o preço do diesel e passou a ser influenciado por fatores estruturais como restrição de oferta, sazonalidade do agronegócio e escassez de caminhões e motoristas em corredores estratégicos, especialmente nas rotas do Centro-Oeste para os portos do Sul e Sudeste.
Com informações: Exame





