Especialistas alertam para excesso de suplementos e defendem alimentação natural
O consumo de suplementos alimentares cresce nos Estados Unidos, mas especialistas alertam para riscos e exageros. Pesquisa de 2024 com mais de 3 mil adultos apontou que mais da metade usa suplementos regularmente. A nutricionista e pesquisadora de Stanford, Marily Oppezzo, afirma que muitos consumidores chegam a ingerir até 20 cápsulas por dia, influenciados por redes sociais e podcasts. Para a professora da Harvard Medical School, JoAnn Manson, o uso indiscriminado pode ser desnecessário e até arriscado, já que alguns produtos podem conter contaminantes, excesso de nutrientes ou interagir com medicamentos.
Entre os suplementos mais populares estão multivitamínicos, magnésio, probióticos, ômega-3, vitamina C, colágeno, vitamina B12, proteína em pó, fibra e os chamados “pós de verduras”. Segundo especialistas, a maioria das pessoas pode obter esses nutrientes por meio de uma alimentação equilibrada, rica em frutas, vegetais, leguminosas, grãos integrais, proteínas magras e sementes. Peixes como salmão e sardinha fornecem ômega-3; frutas cítricas e vegetais garantem vitamina C; sementes e folhas verde-escuras são fontes de magnésio; já proteínas podem ser facilmente consumidas em ovos, carnes, laticínios e leguminosas.
O uso de suplementação pode ser indicado em casos específicos, como deficiência nutricional, gestação ou restrições alimentares, sempre com orientação profissional. No entanto, especialistas reforçam que nenhum suplemento substitui a alimentação natural. Além de mais segura, a comida de verdade oferece uma combinação de nutrientes que atuam de forma integrada no organismo, contribuindo para a saúde de maneira mais eficaz e econômica.
Com informações: Folha de São Paulo





