Proteína ganha espaço nas dietas, mas benefícios têm limites
A proteína tem se tornado o centro das refeições de muitas pessoas que buscam controlar o apetite e manter o peso. É o caso de Mima Mendoza, que passou a priorizar alimentos como ovos, peixe e frango e relata maior saciedade e menos vontade de beliscar ao longo do dia. Especialistas explicam que a associação entre proteína e sensação de saciedade não é nova e já aparece em registros históricos sobre dietas desde o início do século passado, voltando agora com força nas redes sociais e nas recomendações nutricionais recentes.
Pesquisas indicam que refeições ricas em proteína tendem a reduzir a fome por algumas horas, ao influenciar hormônios ligados ao apetite e tornar a digestão mais lenta. Revisões científicas mostram que pessoas costumam se sentir mais satisfeitas após consumir esse tipo de refeição, embora esse efeito seja temporário e não garanta, por si só, menor ingestão de calorias ao longo do dia. Segundo pesquisadores de instituições como a Universidade McMaster e a Universidade Purdue, fatores como ambiente alimentar, comportamento e estilo de vida também influenciam diretamente o quanto se come.
Quando o assunto é peso corporal, o efeito da proteína existe, mas é modesto. Estudos apontam que dietas com maior teor proteico podem resultar em pequena perda adicional de peso e ajudar a preservar massa muscular, especialmente quando combinadas com exercícios de resistência. Nutricionistas alertam, no entanto, que o equilíbrio é fundamental: priorizar alimentos integrais, incluir fibras e manter atenção às calorias continuam sendo estratégias essenciais para uma alimentação saudável e sustentável.
Com informações: Folha de São Paulo





