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Olimpíada de Inverno expõe dependência da neve artificial

As Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026, iniciados nesta sexta-feira (6), evidenciam de forma clara os impactos do aquecimento global sobre o esporte. Levantamento do Instituto Talanoa aponta que 85% da neve utilizada nas competições será artificial, confirmando uma tendência crescente observada desde Sochi 2014, quando a tecnologia passou a ser indispensável para a realização das provas.

Para garantir as disputas, os organizadores vão produzir cerca de 2,4 milhões de metros cúbicos de neve artificial, operação que demanda aproximadamente 946 milhões de litros de água. O volume é comparável a encher um terço do estádio do Maracanã. Mais de 125 canhões de neve foram instalados em áreas de competição, apoiados por grandes reservatórios de água em altitude, reforçando a complexidade logística e ambiental do evento.

Os dados também revelam que o número de localidades com clima confiável para sediar os Jogos de Inverno está diminuindo rapidamente. Entre 1981 e 2010, 87 regiões atendiam aos critérios climáticos; nas projeções para 2050, esse número cai para 52. Além do impacto esportivo, a redução da neve natural compromete o abastecimento hídrico, o turismo de montanha e ecossistemas inteiros, mostrando como as mudanças climáticas estão remodelando tradições globais históricas.

Com informações: Agência Cora Coralina de Notícias

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