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Anvisa registra alta de suspeitas de pancreatite ligadas a canetas emagrecedoras

A Anvisa registrou crescimento contínuo nas notificações de casos suspeitos de pancreatite associada ao uso de canetas emagrecedoras no Brasil entre 2020 e 2025. No período, foram ao menos 145 notificações no sistema VigiMed, incluindo seis desfechos suspeitos de óbito, conforme dados revelados pelo G1 e confirmados pela Folha. Os registros envolvem medicamentos da classe dos agonistas do GLP-1, indicados para tratamento de diabetes e obesidade.

A evolução dos números chama atenção: apenas um caso foi notificado em 2020, passando para 21 em 2021, 23 em 2022, 27 em 2023 e 28 em 2024. Em 2025, houve novo salto, com 45 registros, o maior volume da série histórica. Segundo a Anvisa, quando também são consideradas notificações oriundas de pesquisas clínicas, o total de suspeitas sobe para 225 casos. A agência ressalta que a notificação não comprova relação direta com o medicamento, mas é essencial para o monitoramento da segurança dos produtos em uso pela população.

Casos semelhantes também foram relatados em outros países. No Reino Unido, a MHRA emitiu alerta após mortes associadas a inflamação grave do pâncreas em pacientes que utilizavam esses medicamentos. Especialistas destacam que o risco é considerado baixo, mas existe, e vem sendo observado desde os primeiros estudos clínicos. De acordo com médicos e entidades como a UFMG, a Abeso e a SBEM, a pancreatite é uma condição grave, que pode ser fatal se não tratada rapidamente, exigindo atenção a sintomas como dor abdominal intensa, febre, náuseas e vômitos.

Com informações: Folha de São Paulo

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