Corte na gasolina pressiona etanol e acende alerta no setor sucroenergético
A decisão da Petrobras de reduzir em 5,2% o preço da gasolina A, de R$ 2,71 para R$ 2,57 por litro, ampliou as incertezas sobre a rentabilidade das empresas de açúcar e etanol para a safra 2026/2027. A avaliação consta em relatório divulgado nesta terça-feira (27) pelo BTG Pactual, que aponta impacto direto na competitividade do etanol frente à gasolina nas bombas.
Com a gasolina mais barata, o limite de paridade do etanol caiu de R$ 2,86 para R$ 2,79 por litro, pressionando as margens das usinas e enfraquecendo um dos principais sustentáculos de rentabilidade do setor sucroenergético, que já enfrenta preços baixos no mercado internacional de açúcar. O ajuste interrompe um período de quase 70 dias em que a gasolina operava acima da paridade de importação, cenário que vinha favorecendo o etanol como alternativa mais lucrativa.
Segundo o BTG, empresas como São Martinho, Jalles Machado e Adecoagro devem registrar queda entre 6% e 10% no lucro operacional no próximo exercício fiscal. Apesar do impacto negativo no curto prazo, o banco mantém uma visão construtiva para o longo prazo, destacando fundamentos positivos do setor, embora reconheça que o ambiente atual segue desafiador, especialmente com o aumento da oferta de etanol de milho e a indefinição sobre o mix produtivo da próxima safra.
Com informações: Exame





