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Intolerância religiosa ainda preocupa no Brasil

No Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, celebrado em 21 de janeiro em homenagem à ialorixá baiana Gildásia dos Santos, conhecida como Mãe Gilda de Ogum, novos levantamentos reforçam que o preconceito religioso segue como um desafio no Brasil. Pesquisa da Croma Consultoria aponta que apenas 28% dos brasileiros consideram o país tolerante em relação à diversidade de crenças, enquanto 35% avaliam a sociedade como intolerante, cenário percebido de forma ainda mais negativa por grupos minorizados.

Dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania revelam que, em 2024, foram registradas 2.472 denúncias de intolerância religiosa pelo Disque 100, aumento de 66,8% em relação a anos anteriores. Para o professor Universidade de Brasília Agnaldo Cuoco Portugal, especialista em filosofia da religião, a intolerância está ligada à dificuldade de reconhecer o outro como digno de respeito, além do desconhecimento sobre diferentes tradições religiosas e até incoerências internas às próprias crenças professadas.

Lideranças religiosas e estudiosos destacam ainda o peso histórico da colonização e da ausência de representatividade religiosa no poder público. Segundo dados do IBGE, mais de 80% da população brasileira se declara cristã, enquanto religiões de matriz africana, indígenas e orientais seguem mais vulneráveis à discriminação. Especialistas apontam que o fortalecimento da educação para a diversidade, aliado à aplicação efetiva das leis, é fundamental para garantir o respeito às crenças e consolidar a liberdade religiosa em um país marcado pela pluralidade cultural.

Com informações: Correio Braziliense

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