Um terço dos cursos de Medicina fica abaixo do nível exigido no Enamed
Cerca de um terço dos cursos de Medicina do país não atingiu desempenho considerado proficiente no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), conforme balanço divulgado nesta segunda-feira (19), em Brasília, pelo Ministério da Educação (MEC). Das 351 instituições avaliadas, 30,7% obtiveram notas 1 ou 2, classificadas como insuficientes. O exame utiliza conceitos de 1 a 5 e compõe o indicador oficial que mede a qualidade da formação médica no Brasil.
Entre os cursos supervisionados pelo MEC — universidades federais e instituições privadas — 99 poderão sofrer sanções, que incluem suspensão de vestibulares, redução de vagas, bloqueio do Fies e impedimento de expansão. As medidas variam conforme o percentual de proficiência dos estudantes e serão aplicadas após a abertura de processos administrativos pela Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior. As instituições poderão apresentar recursos e justificativas; caso não sejam aceitas, as punições permanecem até uma nova avaliação no Enamed seguinte.
O ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que o objetivo não é punir, mas garantir qualidade, especialmente nas instituições privadas com fins lucrativos, que concentram a maioria das matrículas e apresentaram desempenho inferior. Diante dos resultados, o governo estuda enviar ao Congresso proposta para permitir que o MEC também supervise universidades municipais, tema que será discutido com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reforçou que o exame é fundamental para assegurar uma formação médica alinhada às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS).
Com informações: IstoÉ Dinheiro





