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Auxílios elevam salários e ampliam supersalários no TCU

Verbas indenizatórias e auxílios extras têm elevado de forma expressiva os salários de servidores do Tribunal de Contas da União (TCU), fazendo com que sete em cada dez funcionários recebam valores acima do teto constitucional do serviço público, atualmente em R$ 46.366,19. Entre dezembro de 2023 e 2025, o órgão desembolsou cerca de R$ 55 milhões apenas com pagamentos que superaram esse limite, incluindo casos em que servidores receberam até R$ 264 mil em um único mês, segundo dados obtidos via Lei de Acesso à Informação (LAI).

O levantamento aponta que pelo menos 156 auditores e técnicos, cerca de 10% do quadro, tiveram remunerações acima de R$ 80 mil, impulsionadas por diárias, ajudas de custo e outras verbas indenizatórias, isentas de imposto de renda e fora do teto. Entre os maiores vencimentos estão os de servidores que representam o TCU no conselho de auditores da Organização das Nações Unidas, em Nova York. O principal caso é o de Mauricio de Albuquerque Wanderley, que recebeu, em média, R$ 187 mil por mês no período analisado, além de auxílios elevados relacionados à atuação no exterior.

Apesar de o TCU afirmar que os pagamentos seguem a legislação vigente e que verbas indenizatórias não têm caráter remuneratório, os valores chamam atenção por superarem inclusive os salários de outras autoridades brasileiras no exterior. Em 2025, por exemplo, a embaixadora Maria Luiza Ribeiro Viotti recebeu cerca de R$ 100 mil mensais, enquanto, pela paridade do poder de compra calculada pelo Fundo Monetário Internacional, o valor equivale ao teto constitucional. Já servidores do TCU chegam a quase o dobro desse montante. O cenário pode se intensificar caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancione projeto que cria nova licença compensatória para cargos comissionados, com impacto estimado de R$ 24,5 milhões ao ano.

Com informações: Folha de São Paulo

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