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Vacina contra a covid-19 completou 5 anos no Brasil

Há cinco anos, o Brasil iniciava um dos momentos mais simbólicos do enfrentamento à pandemia de covid-19. Em 17 de janeiro de 2021, poucas horas após a aprovação do uso emergencial de vacinas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a enfermeira Mônica Calazans se tornou a primeira brasileira imunizada. Participante dos testes da Coronavac, ela trabalhava no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, referência no atendimento a pacientes com a doença, e simbolizou a esperança em meio a um cenário marcado por medo e perdas.

A vacinação em massa começou oficialmente no dia seguinte, com a distribuição de doses importadas pelo Instituto Butantan, seguida pela chegada de imunizantes produzidos com apoio da Fundação Oswaldo Cruz e da vacina da AstraZeneca. A campanha priorizou profissionais de saúde, idosos, indígenas e pessoas institucionalizadas, em um período crítico marcado pelo avanço da variante Gama. Mesmo com a lentidão inicial, os efeitos positivos surgiram rapidamente: hospitalizações e mortes entre idosos começaram a cair ainda nos primeiros meses de 2021.

Estudos indicam que, em apenas sete meses, a vacinação evitou milhares de internações e salvou dezenas de milhares de vidas. Ao longo do primeiro ano, mais de 339 milhões de doses foram aplicadas, alcançando 84% da população brasileira. No entanto, pesquisadores e entidades apontam que atrasos na compra e distribuição de vacinas custaram vidas que poderiam ter sido poupadas. A CPI da Covid-19 concluiu que houve escassez deliberada de imunizantes, citando inclusive propostas ignoradas da Pfizer. O relatório recomendou o indiciamento de autoridades, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Em 2024, o ministro do STF Flávio Dino determinou a abertura de inquérito para apurar os fatos.

Com informações: Agência Brasil

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